segunda-feira, 24 de novembro de 2014

CASA DE VIMARA PERES - MUMADONA DIAS




Tia do rei Ramiro II de Leão, filha do conde Diogo Fernandes, foi a primeira condessa a governar Portucale e a mulher mais poderosa do seu tempo no noroeste da Península Ibérica.
Casa com o conde Hermenegildo Gonçalves entre 915 e 920 e com a morte deste, passa a governar sozinha um vasto domínio deixado por herança e que viria a coincidir com zonas que integrariam futuramente os condados de Portucale e Coimbra.


Esses domínios foram divididos em Julho de 950 com os seus seis filhos, vindo Gonçalo Mendes a ficar com os do condado Portucalense. Nesse momento (950-951), por inspiração piedosa, fundou, na sua herdade de Vimaranes, um mosteiro sob a invocação de São Mamede (Mosteiro de São Mamede ou Mosteiro de Guimarães), onde, mais tarde, professou. Para a proteção deste mosteiro e das suas gentes das incursões dos Normandos, determinou a construção de um castelo (Castelo de Guimarães),

 à sombra do qual se desenvolveu o burgo de Gimarães, vindo a ser sede da corte dos condes de Portucale. O documento testamentário no qual faz a doação de seus domínios, gado, rendas, objetos de culto e livros religiosos ao mosteiro de Guimarães, datado de 26 de Janeiro de 959, é importante por testemunhar a existência de diversos castelos e povoações na região. Devido às "incursões dos infiéis, que haviam assolado as proximidades do cenóbio", em 968, entregou o castelo ao mosteiro.

Apesar de não ser a fundadora da Póvoa de Varzim (Villa Euracini) e de Vila do Conde (Villa de Comite), o seu registo é pioneiro ao incluir pela primeira vez estas villas. Os topónimos de Aveiro (Suis terras in Alauario et Salinas) e de Felgueiras (In Felgaria Rubeans villa de Mauri) também aparecem no documento testamentário de Mumadona Dias como o primeiro a fazer referência escrita a essas terras.

Sem comentários:

Enviar um comentário