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terça-feira, 25 de novembro de 2014

CASA DE VIMARA PERES ( 868 - 1139 ) - NUNO II MENDES




Nuno II Mendes, o derradeiro conde de Portucale. Filho do conde Mendo III Nunes, a quem sucedeu por volta de 1050. As suas aspirações a uma maior autonomia dos portucalenses face ao reino da Galiza levaram-no a enfrentar o rei Garcia I da Galiza e a reclamar a independência e o título de Portugal em 1070. Em 18 de fevereiro de 1071 trava-se a batalha de Pedroso junto do Mosteiro de Tibães a qual teve como desfecho final a sua derrota e morte, travando assim as ambições dos barões portucalenses.

Casou com Goncina e desta união nasce apenas uma filha, Loba Aurevelido Nunes.

O seu inimigo rei Garcia não teria melhor sorte, pois no ano seguinte seria preso pelo irmão Afonso VI de Leão, assim vivendo até falecer em 1090; em 1094, o condado de Portucale seria restaurado na pessoa de Henrique de Borgonha, conde de Portucale, que se tornou vassalo de Castela e o senhor do Condado Portucalense em 1093, pai daquele que viria a ser o futuro rei de Portugal.

CASA VIMARA PERES - MENDO III NUNES

Mendo III foi governador do Condado Portucalense sob a tutela de sua mãe, a condessa Ilduara Mendes, por ainda ser menor, quando seu pai morreu. Sabe-se que morreu em combate, tendo deixado o seu legado a Nuno III Mendes, seu único filho.

CASA VIMARA PERES - NUNO I ALVITES

Nuno Alvites, governa o Condado em conjunto com a sua esposa Ilduara Mendes.

CASA VIMARA PERES - ILDUARA MENDES

Ilduara Mendes, filha de Mendo Gonçalves e Tutadona Moniz, era irmã da rainha Elvira Mendes, esposa do rei Afonso V de Leão e governou as Terras Portucalenses conjuntamente com seu esposo, Nuno Alvites, filho de Alvito Nunes. 

CASA VIMARA PERES - ALVITO NUNES

Após a morte do conde Mendo Gonçalves, Alvito Nunes e Tutadona tornam-se os governadores do Condado Portucalense. 
Foi esposo de Ilduara Mendes, filha de Mendo Gonçalves.

CASA VIMARA PERES - TUTADONA MONIZ DE COIMBRA

Filha de Munio Froilaz de Coimbra e de Elvira Pais de Desa, Tutadona Moniz de Coimbra governa o Condado Portucalense depois da morte de seu marido, Mendo II Gonçalves, junta com o seu sucessor.

CASA VIMARA PERES - MENDO II GONÇALVES

Mendo Gonçalves, filho de Gonçalo Mendes, aparece pela primeira vez na documentação medieval em 981, confirmando-se umas doações ao mosteiro de Lorvão (imagem actual do mosteiro). Governou vários territórios, incluindo o bracarense e a região de Maia, Portucale.
Mendo foi morto num ataque viking à Galisa,
no entanto há quem especule que ele tenha sido assassinado, julga-se por infanções rivais dos condes e duques portucalenses surgidos nos finais do século IX, desprovidos de títulos nobiliárquicos.



CASA VIMARA PERES - GONÇALO I MENDES

Conde Gonçalo Mendes nasceu em 925 e morreu aos 72 anos. Foi herdeiro de Mumadona Dias, cuja morte do marido Hermenegildo Gonçalves a faz repartir as terras com os seus filhos, sendo o a Terra Portucalense entregue a Gonçalo I Mendes. Casou com Ilduara Pais, filha de Paio Gonçalves de Desa de quem teve Mendo Gonçalves, futuro conde soberano das Terras Portucalenses.



segunda-feira, 24 de novembro de 2014

CASA VIMARA PERES - HERMENEGILDO GONÇALVES



Hermenegildo ou Mendo I Gonçalves, foi um conde galego do século X, na comarca de Desa, e o genearca de uma das linhagens mais importantes, galaico-português da Alta Idade Média. Aparece na documentação medieval confirmado como Ermegildus Gundisaluis.
  • Casou com Mumadona Dias e deste casamento nascem:
  • Gonçalo I Mendes, conde e dux magnus de Portucal, casado com Ilduara Pais, filha de Paio Gonçalves, conde em Deza, e de Ermesinda Guterres.
  • Diego Mendes, o esposo de Aldonça e pai de Mumadona Dias, freira.
  • Ramiro Mendes, casou com Adosinda Guterres, filha do conde Guterre Mendes e de Ilduara Eris. Provavelmente foram os pais da rainha Velasquita Ramires, a primeira esposa do rei Vermudo II.
  • Onecca Mendes, caso antes do 26 de Janeiro de 959 com Guterre Rodrigues.
  • Nuno Mendes
  • Arias Mendes.

CASA DE VIMARA PERES - MUMADONA DIAS




Tia do rei Ramiro II de Leão, filha do conde Diogo Fernandes, foi a primeira condessa a governar Portucale e a mulher mais poderosa do seu tempo no noroeste da Península Ibérica.
Casa com o conde Hermenegildo Gonçalves entre 915 e 920 e com a morte deste, passa a governar sozinha um vasto domínio deixado por herança e que viria a coincidir com zonas que integrariam futuramente os condados de Portucale e Coimbra.


Esses domínios foram divididos em Julho de 950 com os seus seis filhos, vindo Gonçalo Mendes a ficar com os do condado Portucalense. Nesse momento (950-951), por inspiração piedosa, fundou, na sua herdade de Vimaranes, um mosteiro sob a invocação de São Mamede (Mosteiro de São Mamede ou Mosteiro de Guimarães), onde, mais tarde, professou. Para a proteção deste mosteiro e das suas gentes das incursões dos Normandos, determinou a construção de um castelo (Castelo de Guimarães),

 à sombra do qual se desenvolveu o burgo de Gimarães, vindo a ser sede da corte dos condes de Portucale. O documento testamentário no qual faz a doação de seus domínios, gado, rendas, objetos de culto e livros religiosos ao mosteiro de Guimarães, datado de 26 de Janeiro de 959, é importante por testemunhar a existência de diversos castelos e povoações na região. Devido às "incursões dos infiéis, que haviam assolado as proximidades do cenóbio", em 968, entregou o castelo ao mosteiro.

Apesar de não ser a fundadora da Póvoa de Varzim (Villa Euracini) e de Vila do Conde (Villa de Comite), o seu registo é pioneiro ao incluir pela primeira vez estas villas. Os topónimos de Aveiro (Suis terras in Alauario et Salinas) e de Felgueiras (In Felgaria Rubeans villa de Mauri) também aparecem no documento testamentário de Mumadona Dias como o primeiro a fazer referência escrita a essas terras.

CASA DE VIMARA PERES - DIOGO FERNANDES


Aqui, em Viseu, foi onde o rei Ramiro II estabeleceu a sua corte e onde Diogo Fernandes confirmou alguns dos seus documentos reais, sendo um dos últimos registos, a 23 de fevereiro de 926 quando confirmou a doação do rei Ramiro a Hermenegildo Gonçalves e a sua esposa Mumadona Dias, sua filha.

CASA DE VIMARA PERES - LUCÍDIO VIMARANES

Lucídio Vimaranes, filho de Vimara Peres, nomeado governador do Condado Portucalense, juntamente com Hermenegildo Guterres, por D. Afonso III das Astúrias. após a morte do seu pai.


Foi assim formada a primeira dinastia de condes na Região de Alto Douro e Minho. Lucídio abdica a favor de Guterres e é mais tarde o filho deste que se torna governador do Condado.

CASA DE VIMARA PERES


Ora aqui está! Este cavaleiro chamava-se Vimara Peres, nasceu na Galiza e a ele se deve a existência de Portugal. Claro que estávamos longe de chegar a uma Nação, mas foi no Vale do Douro e Minho, que se erguem os primeiros alicerces daquele que viria a ser o reino de Portugal. Vimara conquista Portucale aos muçulmanos em 868 e torna-se assim Primeiro Conde de Portucale. Funda um pequeno burgo fortificado nas proximidades de Braga e dá-lhe o nome de Vimaranis, (actual Guimarães) derivado do seu próprio nome e que viria a ser o principal centro governativo do Condado Portucalense. Morre em 873 e sucede-lhe seu filho Lucídio Vimaranes por este ter nascido Em Vimaranis, formando-se assim uma dinastia condal que governaria a região até 1071.