Existe um lugar na terra que não é aconselhável visitar. Fica no noroeste da Yakutia, na Sibéria, na bacia do rio Viliuy superior. No passado deve ter acontecido algo terrível neste lugar, pois existem vestígios espalhados numa extensão de centenas de quilómetros. Objectos metalizados estranhos, estão um pouco por toda a parte e ninguém, até hoje, conseguiu identificar qual o tipo de metal de que são feitos.
Em tempos antigos, o Vale da Morte foi parte de uma rota nómada, usada pelo povo Evenk, de Bodaibo para Annybar e para a costa do Mar Laptev, segundo algumas das lendas que se contam, destaca-se a de um mercador chamado Savvinov que negociava há algum tempo nesta rota, ao perceber que os habitantes gradualmente estavam abandonando esse local, acabou por desistir do negócio. Consequentemente, o comerciante idoso e sua neta Zinam decidiram-se mudar para Siuldiukar. Durante a jornada, numa clareira entre dois rios (conhecido como Kheldyu ou a “casa de ferro” na língua local), o velho levou-a a uma passagem em forma de arco. Esta era ligeiramente achatada e avermelhada. Descendo, havia uma escada em espiral, terminando num grande número de câmaras de metal, onde passaram a noite. Era uma das piores geadas e a temperatura mantinha-se quente como o verão, nestas câmaras.
Alguns homens, entre os caçadores locais, por vezes dormiam nestas câmaras. No entanto logo começaram a ficar gravemente doentes. Inclusive, um dentre aqueles que haviam passado várias noites neste local, morreu.
O Yakut disse que o lugar era “muito ruim, pantanoso, e as bestas não vão lá”. A localização de todas essas construções era conhecida apenas para os idosos que tinham sido caçadores na sua juventude e muitas vezes tinham visitado esses locais. Eles viveram uma vida nómada e seu conhecimento a respeito das peculiaridades da área era grande. Saber onde se podia ir, e onde se não podia, era uma questão de necessidade vital para eles. Entretanto, com o passar das gerações, seus descendentes adoptaram um modo de vida sedentário e este conhecimento foi perdido.
Actualmente, as únicas coisas que apontam para a existência dessas construções são nomes de lugares antigos que sobreviveram e todo tipo de rumores e lendas.
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