Neste planeta tão pequeno, são grandes os feitos e os efeitos que nos causam. As palavras são usadas aqui para me expressar um pouco sobre tudo. Desde a música aos factos mais curiosos que nos envolvem neste mundo, tudo poderá ter uma história para contar, e as palavras são a melhor forma para a expressar.
Vivemos num universo que pensamos conhecer, mas não o conhecemos de todo. Hábitos e rotinas fazem-nos levar para a frente o nosso dia-a-dia. De repente aparece um ruído, algo, que pela sua brutal aparição, nos destrói todo esse dia-a-dia a que nos habituamos, e aquilo em que acreditamos, em que nos apoiávamos espiritualmente e que sempre constituiu uma viga mestra na construção das nossas vidas, sofre uma autêntica explosão de sem sentido e absurdo, desmoronando em cima de nós, como se de um terramoto se tratasse.
E aqueles que supostamente, deveriam estar à frente de todos os homens, e se dizem representar Deus na terra, aqueles a quem recorreríamos para um aconchego espiritual numa procura de paz para os nossos medos, são eles mesmo, os causadores deste terramoto.
Não é uma, nem duas, mas milhares de vítimas, quiçá milhões, se tivermos em conta todo o planeta onde existam padres.
Depois destes anos todos, só agora se está a destapar uma pequenina ponta do iceberg, sim, porque se as águas continuarem a descer, os casos a aparecerem serão horrivelmente tantos, que o clero se verá numa crise existencial que consequentemente poderá ser crucial para a continuação da igreja tal como a vemos hoje.
A mudança de paradigmas será um dos caminhos a seguir.
Recordo-me de ler “As Pupilas do Sr. Reitor” um romance escrito como só Júlio Dinis o sabia fazer, com aquele romantismo muito cor de rosa, em que a maldade, simplesmente não existe, mas que se ele fosse vivo e visse todo este imbróglio em que a igreja está metida, certamente o enredo da história seria outro e o título teria de ser repensado. La se ia o romantismo.
A II Guerra Mundial foi das mais
recentes e por isso, toda a sua história ainda está presente em todos nós.
Há
pessoas que dizem que os monstros não existem e as criaturas fantásticas também
não, mas na verdade, nós, humanos somos poderosos, tão poderosos que cada um de
nós se pode dividir nos dois. Podemos ser monstros ou seres fantásticos sem o
sabermos. E o que é que a guerra tem a ver? Pois é! Tem muito a ver. Para que um
desses instintos seja ativado é preciso haver um colapso, ou uma catástrofe. Quando
se está numa guerra em que um tirano resolve enfrentar o mundo para o tentar
conquistar, ele rodeia-se de apoiantes. Apoiantes que são pessoas. Pessoas
aparentemente sãs. Mas será que são? Numa guerra, o caminho mais fácil é o de
se aliar ao sistema, e o difícil é o de fazer frente ao sistema mas é neste
caminho que surgem os tais seres fantásticos. Não vou aqui falar dos monstros
que a 2ª Grande Guerra criou, que esses, infelizmente já os devemos conhecer,
mas particularmente de uma pessoa que nesta mesma guerra, se tornou um desses
seres. Simone Segouin.
Simone Segouin nasceu em
Chartres na França. Era uma menina entre três rapazes e os seus pais viviam e
trabalhavam numa quinta. Estudou até aos 14 anos, interrompendo os seus estudos
para ajudar os pais no campo. Podia se ter tornado numa excelente agricultora,
se a Alemanha não invadisse a sua cidade e isso alterasse completamente o rumo da
sua vida.
Quando
se está em guerra, uma das coisas mais importantes é a troca de correspondência
e fazer isto nas costas do inimigo, não era nada fácil. De maneira que era
preciso um transporte e o ideal era uma bicicleta. Simone rouba uma bicicleta a
uma mensageira militar alemã e com ela passou a dedicar-se a esta tarefa.
Entregar mensagens.
A partir daqui, e adotando um nome de guerra, ela
entra na clandestinidade, tornando-se uma lutadora da Resistência Francesa com
o nome de Nicole Minet, participando em missões perigosas, como capturar tropas
alemãs, descarrilar comboios e outros atos de sabotagem.
Simone Segouin esteve presente
ao lado da Resistência na libertação de Chartres a 23 de agosto de 1944 e dois
dias depois na Libertação de Paris.
Após a guerra, Simone torna-se
enfermeira pediátrica em Chartres onde ficou a morar até aos dias de hoje.
Simone Segouin tornou-se uma criatura
fantástica e uma heroína, testemunha viva das atrocidades criadas pelos
monstros desta Grande Guerra. Atualmente é um ícone de uma outra luta, a luta
pela igualdade de sexos. Simone faz 96 anos em outubro deste ano.
Eu estava lutando pela resistência, só isso. Se eu tivesse que começar de novo, eu o faria, porque não me arrependo. Os alemães eram nossos inimigos, nós éramos franceses. Fico muito feliz em saber que as pessoas não são indiferentes a esse período da minha vida.
Ali, todos ao molho, dentro de um autocarro todo apinhado. Ah! Esse turismo desenfreado...Isto um dia vai dar um estoiro...ai vai, vai! As pessoas protestaram e o estoiro aconteceu. As ruas ficaram vazias de gente. Só se viam casas e carros parados. Os níveis de CO2 desceram como nunca se tinha visto. Agora que o ar se podia respirar as pessoas usavam máscaras. Tornou-se obrigatório. E os afectos deixaram de poder fazer-se. Já não podíamos dar beijinhos, nem abraços. Agora usávamos máscaras e andávamos às cotoveladas como forma de cumprimento. Pensávamos que isto duraria dois, três meses, mas já passaram oito e os restantes já são uma certeza de que isto é para continuar. As pessoas estão a mudar assustadoramente. Parece estar a notar-se uma espécie de instinto selvagem. Nas ruas, passamos uns pelos outros com a devida distância e parecemos desconfiados. Ontem, na estrada, quase atropelei uma pessoa, por ter descido do passeio para se cruzar com outra. E depois há aquelas pessoas que não se importam, que usam a máscara no braço ou por baixo do queixo, e se encostam aos amigos e os cumprimentam com a normalidade de sempre, fazendo destes quase inimigos, caso os vejam a desinfectar as mãos depois delas se tocarem num cumprimento. Nós não temos nada de virozes! Dizem com alguma repulsa pelo gesto que o amigo teve como prevenção. A verdade é que não temos de ter esse comportamento e devemos, isso sim, respeitar os que levam isto um bocadinho mais a sério. Se não o fizermos, estamos a alimentar ódios e a criar inimigos, sem haver necessidade disso. Estamos todos no mesmo barco. Se alguém, a quem eu estendi a mão, o vejo a desinfectá-la, vou ficar ofendido? Pelo contrário, peço-lhe o líquido e desinfectamos os dois as mãos. É assim que tem de ser, se não quisermos ir parar a uma marquesa ligados a tubos de respiração e depois ao cemitério. Acho que esta coisa é demasiado grande e séria para nos pormos com fanfarronices. Por causa das fanfarronices, alguns países está a sofrer mais por isso. Temos que admitir nas nossas cabeças que de repente se fez um puff e o mundo inteiro mudou. Dificilmente, a curto e a médio espaço de tempo voltaremos à anterior normalidade. Mas se nos mantermos unidos pode ser que nos mantenhamos no curto e o médio espaço de tempo nem seja para aqui chamado.
Hoje trago aqui músicas, cujas letras escritas de uma forma ambígua, serviam para passar mensagens aos resistentes de um regime autoritário, imposto por uma ditadura. Digamos que a música era uma espécie de arma que encorajava quem fizesse frente ao regime de Salazar. Vamos ouvir algumas.
Claro que haveria muitas mais músicas para partilhar, mas não é minha intenção fazê-lo, pois quem estiver interessado, pode partir neste mundo da Internet, à procura do que mais gostar de ouvir. Apenas deixo neste post uma pequena sugestão do que podem procurar. Espero que tenham gostado desta minha selecção musical, de um tempo em que não se podia dizer quanto mais cantar. E depois veio Abril e já lá vão 45 anos.
Imagino quantos segundos, minutos e horas, este relógio marcou nos compassos da vida de uma outra geração. Quantos olhos lhe direccionaram a vista para saberem as horas do dia ou da noite. Fico a imaginar onde estaria ele pendurado e se estaria vestido de um bom mogno ou uma simples madeira e emoldurá-lo, ou estaria assim apenas pendurado numa parede. O certo é que, do seu passado nada sei. Apenas lhe consigo contar os anos. À volta de 80 a 90 anos. Digamos que de há uns 30 para cá, ele se tenha perdido e atirado ao acaso, esquecido por entre outros objectos sem uso. Teve a sorte de vir parar em boas mãos. Estava terrivelmente mal tratado. A ferrugem era tanta, que lhe corroía a caixa feita em latão. O vidro teria-se partido. Estive a ver o seu coração. Dei-lhe corda e senti-o bater. Estava vivo. Mas era preciso passar por um bom processo de restauro. Duas semanas a este objecto dedicadas e hei-lo cheio de vida. Para concluir só lhe faltam os ponteiros que se perderam sabe-se lá onde. Ele quer voltar a ser útil, mas faltam-lhe os ponteiros. Onde será que eu lhe vou conseguir uns?
Duas semanas depois...
Foram precisas duas semanas para lhe encontrar os ponteiros. ei-lo aqui agora, com a seu coração de cobre a palpitar de felicidade. Tic-tac, tic-tac, tic-tac, depois de tantos anos abandonado, voltar a trabalhar e com uma excelente precisão na medição dos minutos, este foi um grande empenho da minha parte, muito bem justificado
Filho de imigrantes armênios,
que eram artistas, e o introduziram no mundo do teatro desde cedo.
Começou a actuar aos nove anos
de idade e logo assumiu o nome artístico Charles Aznavour. Édith Piaf ouviu-o
cantar e levou-o consigo numa turnê pela França e pelos Estados Unidos.
Frequentemente descrito como o
Frank Sinatra da França, Aznavour canta principalmente o amor. Ele escreveu
musicais e mais de mil canções, gravou mais de 100 álbuns e apareceu em 60
filmes. Aznavour canta em muitas línguas (francês, inglês, italiano, espanhol,
alemão, russo, armênio e português), o que o ajuda a apresentar-se no Carnegie
Hall e noutras casas de espetáculos mundo afora. Gravou pelo menos uma canção
do poeta Sayat Nova, do século XVIII, em armênio. "Que c'est triste Venise",
cantada em francês, em italiano ("Com'è triste Venezia"), espanhol
("Venecia sin tí"), inglês ("How sad Venice can be") e
alemão ("Venedig im Grau") e "The Old-Fashioned Way" estão
entre as mais famosas canções poliglotas de Aznavour. Nos anos 70, Aznavour
tornou-se num grande sucesso no Reino Unido, onde a canção "She" saltou
para o número um nos tops de sucessos.
Admirador do Quebeque, ele
incentivou a carreira da cantora e letrista quebequense Lynda Lemay na França.
Desde o terremoto de 1988, na
Armênia, Aznavour ajudou o seu país através de sua obra de caridade: a
Fondation Aznavour Pour L'Arménie ("Fundação Aznavour para a
Armênia"). Há uma praça com seu nome na cidade de Erevan, na rua Abovian.
Aznavour foi membro da Câmara Internacional do Fundo de Curadores da Armênia. A
organização tem arrecado mais de 150 milhões de dólares em ajuda humanitária e
assistência de desenvolvimento de infraestrutura para a Armênia desde 1992.
Charles Aznavour foi nomeado como "Officier" (Oficial) da Légion
d'Honneur em 1997.
Em 1988, Charles Aznavour foi
eleito "artista do século" pela CNN e pelos usuários da Time Online
espalhados pelo mundo. Aznavour foi reconhecido como notável performer do
século com cerca de 18% da votação total, destronando Elvis Presley e Bob
Dylan. Após a morte de Frank Sinatra, Charles Aznavour é o último dos crooners
tradicionais.
A lista de artistas que já
cantaram Aznavour vai desde Fred Astaire a Bing Crosby, de Ray Charles a Liza
Minelli. Elvis Costello gravou "She" para o filme Notting Hill. O
tenor Plácido Domingo é um grande amigo de Aznavour e frequentemente canta seus
hits, principalmente a versão de Aznavour de Ave Maria, de 1994.
No início do outono de 2006,
iniciou sua turnê de despedida, apresentando-se nos Estados Unidos e no Canadá,
deixando óptimas lembranças. Em 2007, fez concertos no Japão e no resto da Ásia.
Com mais de oitenta anos de idade, Aznavour demonstrava excelente saúde. Ele
ainda cantava em várias línguas e sem teleprompters, mas tipicamente cantava apenas
em duas ou três - francês e inglês são as duas primárias - espanhol e italiano
em terceiro lugar, durante a maioria dos concertos. Em 30 de setembro de 2006,
apresentou-se num grande concerto em Erevan, capital da Armênia, como estreia
da série "Armênia, minha amiga" na França. O presidente armênio
Robert Kocharian e o presidente francês Jacques Chirac, à época em visita
oficial à Armênia, estavam na primeira fila.
Morreu aos 94 anos no dia 1 de
outubro de 2018 em sua casa na serra das Alpilles, no sul da França.
Pesquisa feita em: Wikipédia
Foram seleccionadas algumas das suas músicas para este nosso espaço musical, músicas que o imortalizaram para todo o sempre.
Com Lisa
Com Zaz
Com Patrick
Com Elton John
Com Julio
Lisboa
E muito mais haveria, mas não ser acusado pelos direitos de autor, fico-me por aqui nesta singela homenagem a esta tão grande voz deste cantor que nos deixa uma enorme saudade.
Descansa em paz (հանգիստ խաղաղություն) Charles Aznavour.
Neste ano de 2001 os ausentes Guns N'Roses reaparecem com um espectáculo ao vivo, realizado no Rio de Janeiro com mais de 200 mil pessoas.
O grupo Nightwish lança o seu primeiro DVD ao vivo
Michael Jackson lança este que viria a ser o seu último album em vida
As Spice Girls anunciam o fim do grupo
E lá por fora, Portugal fazia-se representar assim no Festival da Eurovisão.
Gyorgy Sandor Ligeti, autor desta tão conhecida música, deixa-nos neste ano, com 83 anos de idade.
E a selecção musical escolhida para o dia de hoje, de acordo com a contagem crescente que tem vindo a acontecer desde 1970, vai ter agora início. Espero que gostem. Liguem-se a este Blogue ou à pagina do Facebook, onde tem vindo a ser partilhado todas as semanas. Desfrutem.
Nickelback - How You Remind Me
Nelly Furtado - Say It Right
Natalie Imbruglia - Torn
Nelly Furtado - I'm Like A Bird
Dido - Thank You
No Doubt - It's My Life
Dido - Here with Me
Alicia Keys - No One
Ana Carolina - Quem De Nós Dois
Paulo Gonzo - Fragil Como o Amor
The Gift - So Free
Kelly Clarkson - Breakaway
Mary J. Blige - Family Affair
Christina Aguilera, Lil' Kim, Mya, Pink - Lady Marmalade
Hoobastank - The Reason
Kelly Clarkson - Since U Been Gone
Avril Lavigne - Complicated
Macy Gray - I Try
Leona Lewis - Bleeding Love
Evanescence - Bring Me To Life
The Black Eyed Peas - Where Is The Love?
Ashlee Simpson - Pieces Of Me
Maroon 5 - She Will Be Loved
Destiny's Child - Survivor
Alicia Keys - Fallin
Evanescence - My Immortal
Brandy and Ray J - Ray J Prelude~Another Day In Paradise
E depois deste tema, um cover de Phil Collins, depeço-me de 2001. Para a semana continuamos, até lá fiquem todos bem. Bom fim de semana.